Língua em riste, o deputado apontou para a Comissão de Ética da Presidência e disparou um lote de onfensas contra seus sete membros.
Disse esperar que Dilma Rousseff não dê ouvidos à comissão, um colegiado "de gagás, de velhinhos que ficam perseguindo o ministro Lupi.”
Prosseguiu: ”Vamos ver se a Dilma vai ouvir essa comissão de retardados. Na verdade, essa comissão de ética sempre perseguiu o ministro Lupi."
Criada em 1999, sob FHC, a comissão “de gagás” recomendou a demissão de ministro em escassas duas oportunidades. Ambas relacionadas a Lupi.
Em 2008, ainda na gestão Lula, a comissão enxergara falta de ética no fato de Lupi acumular as atribuições de ministro com as de presidente do PDT.
Aconselhado a optar por uma das duas poltronas, Lupi bateu o pé. E a comissão viu-se compelida a recomendar a Lula a exoneração do ministro.
Lupi foi, então, compelido a licenciar-se do comando do partido. Continuou dando as cartas. Mas, formalmente, responde pela legenda o interino André Figueiredo (CE).
Agora, envolto em suspeitas que não comportam solução paliativa, Lupi volta alvejar a ética e a tornar-se alvo da comissão criada para combater a aética.
Considerando-se o monturo que se acumula à porta do gabinete de Lupi e o prontuário do defensor Paulinho, as ofensas do deputado soam como elogios.
Chama-se Sepúlveda Pertence o ‘gagá-mor’. Presidente da comissão que pede o escalpo de Lupi, Pertence é dono de reputação incontestável.
Ex-procurador-geral da República e ministro aposentado do STF, Pertence fez aniversário de 74 anos há 11 dias.
Tomado pela certidão de nascimento, não chega a ser tão “velhinho”. Tomado pela biografia, é a antítese de Paulinho.
O deputado completará 56 anos em janeiro. Separa-o de Pertence uma existência de escassos 18 anos.
Com uma diferença: a cara de Paulinho, enrugada por suas práticas, eus métodos, parece mais cheia de cronologia que a face do mandachuva da Comissão de Ética.
Na idade, 64 anos, Dilma Rousseff está mais para Pertence do que para Paulinho. Se tiver juízo, seguirá rapidamente o conselho dos “velhinhos”. Sob pena de tornar-se sócia do anacronismo.
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