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Destaque: Fernando Henrique inaugura uma página no Facebook

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06/12/2011

Surgem novas dúvidas sobre ‘consultoria’ de Pimentel

Wilson Dias/ABr

Adensaram-se as dúvidas que rondam os serviços de consultoria do ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
Guindado à Esplanada na cota pessoal de Dilma Rousseff, o petista Pimentel frequenta o noticiário de ponta-cabeça desde domingo (4).
Descobriu-se que, depois de deixar a prefeitura de Belo Horizonte e antes de virar ministro, o amigo de Dilma faturou cerca de R$ 2 milhões como consultor.
A cifra foi amealhada em dois anos, entre 2009 e 2010. Insinuou-se que a remuneração decorria de serviços não prestados e de tráfico de influência.
A pedido de Dilma, Pimentel achegou-se aos holofotes já na noite de domingo. Disse que trabalhou dentro da lei, prestou os serviços e recolheu os impostos.
Nesta terça (6), os repórteres Thiago Herdy, Isabel Braga e Maria Lima noticiam novos e incômodos detalhes sobre as incursões de Pimentel no mercado das consultorias.
A reportagem refere-se a um pedaço do faturamento do ex-consultor: R$ 400 mil, pagos em duas parcelas pela QA Consulting Ltda..
No dizer do próprio Pimentel, trata-se de "empresa de informática pequeninha". De fato, a QA está registrada na Junta Comercial mineira como “microempresa”.
Pelas leis brasileiras, enquadram-se nessa categoria as firmas que faturam até R$ 360 mil por ano.
Ou seja: considerando-se o registro oficial e a perspectiva de faturamento, os R$ 400 mil pagos a Pimentel a título de consultoria ganham a aparência de uma extravagância.
São sócios da QA: Alexandre Allan, 36, e Gustavo Prado, 35, filho de Otílio Prado, sócio minoritário da P-21, a firma de consultoria de Pimentel.
Verificou-se que, dois dias antes de efetuar o primeiro pagamento a Pimentel (R$ 200 mil), a QA recebera R$ 230 mil de outra empresa, a HAP Engenharia.
Alega-se que a QA prestou à HAP serviços de "infraestrutura para soluções de rede." Um negócio tipificado como atividade de engenharia civil.
Normalmente, serviços enquadrados nessa categoria devem ser precedidos de registro no Crea. Chama-se ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).
Não há no Crea de Minas Gerais vestígio de ART referente aos serviços prestados pela QA à HAP.
A coisa passaria despercebida não fosse por um detalhe: a construtora HAP não é estranha a Pimentel.
Desde de maio de 2011, corre na 4a Vara da Fazenda Pública de Belo Horizonte uma ação civil pública que liga o ministro à empreiteira.
Ajuizada pelo Ministério Público, a peça acusa a construtora de superfaturar obra da prefeitura de Belo Horizonte na época em que Pimentel era o prefeito.
O ministro e ex-prefeito frequenta a ação na condição de réu, ao lado de Roberto Senna, dono da HAP.
De acordo com o Ministério Público, o superfaturamento teria alçado a casa dos R$ 9,1 milhões. Parte da cifra teria sido borrifada nas arcas eleitorais de Pimentel.
A encrenca é de 2004, ano em que Pimentel disputou a reeleição à prefeitura da capital mineira.
O caixa dois é “ilação do Ministério Público”, sustentam nas folhas do precesso os advogados de Pimentel.
Ouvidos sobre as dúvidas colecionadas pelos repórteres, todos os personagens da notícia desta terça negam as suspeitas de ilegalidades.
Partido do senador Aécio Neves, amigo de Pimentel, o PSDB anuncia para esta terça (6) a apresentação de um requerimento sobre o caso.
O tucanato deseja que Pimentel compareça à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara para prestar esclarecimentos.
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Escrito por Josias de Souza às 05h55

As manchetes desta terça

- Globo: Crise europeia ameaça rebaixar até Alemanha
- Folha: Governo vai acabar com entrega de IR de empresa
- Estadão: Agência ameaça rebaixar zona do euro
- Correio: Pesadelo europeu
- Valor: Investimento de estatais fica longe do planejado
- Estado de Minas: Dengue liga o alerta
- Jornal do Commercio: Multidão na fila da Fiat
- Zero Hora: Reforma de Dilma abre disputa entre aliados
Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.
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Escrito por Josias de Souza às 03h05

Neo-ongueiros!

Nani
- Via 'Nani Humor.' O blog no twitter.
Escrito por Josias de Souza às 00h34
05/12/2011

Apoiado por DEM e PPS, mensaleiro disputa prefeitura

O diretório do PT na cidade de Osasco (SP) havia pendurado em seu site, na semana passada, um convite enigmático.
As “principais lideranças” do município foram instadas a comparecer a “um encontro especial” com três expoentes do petismo local.
São eles: o prefeito Emídio de Souza, o deputado federal João Paulo Cunha e o deputado estadual Marcos Martins.
Marcou-se o dia (5 de dezembro), a hora (18h) e o local: Colégio Nossa Senhora da Misericórdia.
A ilustração do convite insinuava uma confraternização de fim de ano: “Bom Natal e Feliz 2012”. Deu-se coisa bem diferente.
O encontro realizado na escola com nome de santa serviu para oficializar a candidatura de João Paulo Cunha a prefeito de Osasco.
Réu no processo do mensalão, à espera de julgamento no STF, João Paulo vai à disputa de 2012 escorado numa coligação de duas dezenas de partidos.
Frequentam o rol de apoiadores do candidato-mensaleiro legendas governistas como PMDB, PSB, PCdoB, PDT, PR, PP e um interminável etc.
João Paulo é apoiado também –espanto (!), surpresa (!!), estupefação (!!!)— por um par de legendas oposicionistas: DEM e PPS.
Curiosamente, o principal antagonista de João Paulo deve ser Celso Giglio, do PSDB. Quer dizer: em Osasco, DEM e PPS preferem o petismo ao tucanato.
Aos olhos de um observador comum, o PT flerta com o risco ao optar pela candidatura de João Paulo na quinta maior cidade do Estado de São Paulo.
O STF cogita julgar o processo do mensalão no início do ano que vem. Se condenado, o candidato temerário viraria um postulante tóxico.
O PT parece trabalhar com duas hipóteses: ou dá de barato que João Paulo será inocentado ou avalia que o Supremo não vai se pronunciar antes da eleição.
Desde que foi pilhado com as mãos nas valerianas botijas do mensalão, João Paulo já enfrentou as urnas duas vezes. Retornou à Câmara em 2006 e 2010.
No início do ano, tentou voltar também à presidência da Câmara, cargo que ocupara entre 2003 e 2005, no alvorecer do primeiro reinado de Lula.
Como a desfaçatez parecia demasiada, João Paulo retirou-se da disputa. Antes, negociou uma compensação.
Foi guindado pela bancada de deputados do PT à poltrona do maior e mais importante colegiado da Câmara: a Comissão de Constituição e Justiça.
Agora, João Paulo tenta refazer atenuar a biografia alçando um inusitado voo rumo ao Executivo municipal.
Se não for abalroado por uma decisão adversa do STF, são reais as chances de êxito do deputado.
No ano passado, servindo-se da leniência do eleitor, João Paulo foi o deputado federal mais votado de Osasco, um dos petistas que mais amealhou votos no Estado.  
Vingando os planos do PT, confirma-se o vaticínio de Delúbio Soares: o mensalão vai virar "piada de salão."
- Em tempo: Foto de Antônio Cruz, da Agência Brasil.
- O blog no twitter.  
Escrito por Josias de Souza às 23h04

Senadores aproveitam DRU para chantagear governo

Angeli
Os aliados do governo no Congresso, como se sabe, podem ser a favor de tudo ou absolutamente contra qualquer outra coisa. Tudo depende das compensações.
Na votação da DRU, alguns senadores realizam um ataque pragmático à hipocrisia. Em busca de resultados, abandonam os últimos resquícios de escrúpulos e prudidos.
Expoentes da banda pragmática, os senadores Clésio Andrade (PR-MG) e Zezé Perrela (PDT-MG) estão entre os governistas que emprestaram suas assinaturas à oposição.
A dupla rubricou emendas que o DEM e o PSDB tentam pendurar no projeto que dá a Dilma Rousseff poder para fazer o que quiser com R$ 62 bilhões do Orçamento.
Acionada pelo Planalto, a turma do ‘deixa-disso’ tenta convencer Clésio e Perrela a retirar seus jamegões das peças oposicionistas.
Ambos se dispõem, obviamente, a ouvir os apelos. Mas reivindicam uma taxa de sucesso. Exigem do governo três coisas:
1. A criação de um Tribunal Regional Federal com sede em Belo Horizonte.
2. A nomeação de uma desembargadora mineira, Assusete Magalhães, para o STJ.
3. A liberação de verbas para a obra de duplicação da BR-381, que liga Belo Horizonte ao município de João Monlevade.
Para tornar viáveis suas emendas à DRU, a oposição precisa do apoio de 27 senadores. Dona de 18 assinaturas, havia colecionado 28 na semana passada.
A turma do ‘deixa-disso’ arrastou para fora da manobra dois governistas desgarrados: Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Paulo Davin (PV-RN).
Feita a lipoaspiração, a oposição foi reduzida a 26 rubricas. Falta uma para que o fim de ano do governo seja convertido em inferno.
A proposta da DRU precisa ser votada em dois turnos. A primeira votação ocorrerá nesta quinta (8).
Sem emendas, o segundo turno acontecerá no dia 21, a 48 horas do início do recesso parlamentar do fim de ano.
Com emendas, o texto volta à Comissão de Justiça e o calendário do Planalto vai para o beleléu. Daí o assédio da turma do ‘deixa-disso’ aos clésios e aos perrelas.
Para que a DRU seja prorrogada até 2015, como deseja Dilma, o projeto tem de ser aprovado até 31 de dezembro.
No limite, o Planalto teria de convocar extraordinariamente o Congresso. Um vexame que Dilma prefere evitar. 
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Escrito por Josias de Souza às 22h29

Fernando Henrique inaugura uma página no Facebook

- Aqui, a página de FHC no Facebook. Aqui, a origem da notícia. O blog no twitter.
Escrito por Josias de Souza às 20h37

Vídeo: meandros da polêmica sobre a divisão do Pará

- O blog no twitter.
Escrito por Josias de Souza às 20h02

Dissidentes do PDT querem um partido ‘independente’

Divulgação

Depois de defender a saída de Carlos Lupi do Ministério do Trabalho, a ala dissidente do PDT reivindica que o partido se declare “independente” em relação ao governo.
“O partido deve adotar posição de independência, elogiando o que estiver correto e criticando os erros. Sem cargos no governo”, diz o deputado Reguffe (PDT-DF).
Reguffe integra um grupo minoritário do qual fazem parte também os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Pedro Taques (PDT-MT).
Nenhum dos três foi convidado para a reunião em que a cúpula do partido decidiu, nesta segunda (5), manter o apoio à administração Dilma Rousseff.
Decidiu-se nesse encontro compor uma comissão para negociar com o governo os cargos que serão ocupados pelo PDT depois da queda de Carlos Lupi.
“É absurdo o que se faz com a presidente”, critica Reguffe. Acha que “não faz sentido os partidos ficarem apresentando listinhas” a Dilma Rousseff.
“Ela tem que ter liberdade para escolher os melhores [ministros]. Tem muita gente boa nesse país que não tem filiação partidária.”
O deputado acrescenta: “Ministérios pertencem à sociedade e ao contribuinte, a quem deveriam servir e prestar contas...”
“Ministérios não podem ser propriedades de partidos. A presidente tem o direito de escolher os melhores auxiliares, sem olhar para a filiação.”
Na opinião de Reguffe, o PDT “não precisa de cargos para votar a favor de bons projetos.”
“Se o projeto não é bom”, diz ele, “tem que votar contra.” Indaga: “Vai votar a favor de projetos ruins só porque tem cargos?“
Reguffe advoga a tese de que Dilma Rousseff deveria enxugar a Esplanada. Recorda que, na década de 60, havia no Brasil 12 ministérios. Hoje, há 38 pastas.
O deputado defende também a "drástica redução do número de funcionários comissionados. São 23.569 cargos sujeitos à ocupação de apadrinhados políticos.
Quanto à decisão de Carlos Lupi de reassumir a presidência do PDT em janeiro, Reguffe declara:
"O partido deveria se abrir para a democracia interna, adotando a eleição direta para os postos de comando." 
Como se vê, o deputado soa lógico demais para que suas posições prevaleçam num cenário partidário em que viceja a ilógica.
Considera-se diferente? "Minha diferença é que acomodo o contribuinte à frente do partido. Muitos consideram que o partido vem antes do contribuinte."
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Escrito por Josias de Souza às 19h00

Procuradoria apura viagem de Lupi em ‘asas’ privadas

Grajaú de Fato

O Ministério Público Federal abriu, em Brasília, uma investigação sobre a viagem feita por Carlos Lupi ao Maranhão em dezembro de 2009.
Trata-se daquela viagem em que Lupi percorreu municípios maranhenses a bordo de um King Air providenciado pelo gestor de ONGs Adair Meira.
Aberto há dez dias, o procedimento veio à luz nesta segunda (5), por meio de notícia veiculada no site da Procuradoria.
Informa-se no texto que procurador Paulo Roberto Galvão despachou um lote de ofícios nos quais requisita informações.
Num deles, ordena ao 6o Comando Aéreo da Aeronáutica que esclareça o percurso da aeronave e os nomes dos passageiros.
Noutro, exige da empresa goiana Aerotec Táxi Aéreo, dona do avião usado por Lupi, que esclareça quem pagou a viagem.
Entre outros personagens, foram convidados a prestar esclarecimentos Ezequiel de Souza Nascimento e Adair Meira.
O pedetê Ezequiel era secretário de Políticas Públicas de Emprego na época em que a viagem foi feita. Coube a ele contactar o ongueiro Adair para que arranjasse o avião.
O procedimento do Ministério Público, por preliminar, é chamado tecnicamente de “preparatório”. Vai durar 90 dias, prorrogáveis por mais 90.
Caso a investigação resulte proveitosa, sera aberto um inquérito civil público. Que pode desaguar numa denúncia formal ao Judiciário.
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Escrito por Josias de Souza às 18h29

TCU analisa o edital dos aeroportos nesta quarta-feira

Os ministros do TCU irão se debruçar, nesta quarta (7) sobre o edital das concenssões de aeroportos à inciativa privada.
Aprovado, o documento vai às páginas do ‘Diário Oficial’. E o governo estará liberado para levar os aeroportos ao martelo.
Estima-se que os leilões de Brasília, Guarulhos e Campinas serão feitos no alvorecer de 2012 –entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro.
Em troca da ampliação e da reforma de pistas e terminais, a iniciativa privada ganhará o direito de explorá-los.
Diante da evidência de que falta caixa ao governo para prover os investimentos, Dilma Rousseff passa o trator sobre o discurso antiprivatista do PT.
O petismo não dá o braço a torcer. Alega que “concessão não é privatização”.
Mal comparando, inaugura-se no Brasil uma discussão tão bizantina quanto o debate que eletrificou a presidência de Bill Clinton nos EUA.
Diante da descoberta de que uma estagiária da Casa Branca o favorecera com um blow job, Clinton alegou que a coisa não evoluíra para a conjunção carnal.
O PT sustenta que, no caso dos aeroportos brasileiros, a questão também envolve o ajuste da conceituação do ato.
É certo que o governo está de saliência com a livre iniciativa. Porém, assim como Clinton manteve-se fiel a Hillary, o PT não trai seus princípios e suas bandeiras.
Fica combinado o seguinte: o que será feito nos aeroportos brasileiros não é uma conjunção carnal da ex-castidade com o empresariado depravado.
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Escrito por Josias de Souza às 17h01

Sem Plano B, PDT conforma-se com Plano A piorado

O Plano A era bombardear a imprensa, conter o fogo-amigo, desarmar Dilma Rousseff e manter Carlos Lupi na cidadela do Trabalho.
O Plano B era, era, era… Não havia Plano B. O alto comando do PDT não tinham considerado a hipótese de o Plano A dar errado.
O alto comando do partido reuniu-se nesta segunda (5) para improvisar um estratégia de contingência. O Plano B é igual a Plano A, só que menos pretensioso
A despeito do Waterloo de Lupi, o PDT continua alistado nas tropas de Dilma. E se a comandante condenar a legenda à perda da pasta do Trabalho?
Não importa, disse o presidente interino do PDT, deputado André Figueiredo. O partido é governo "independentemente de qualquer coisa."
No mais, o general Lupi retoma a presidência da legenda no início de 2012. Antes, vai tirar uns dias para curar os ferimentos.
As férias curativas de Lupi devem durar até o final de janeiro. Prazo conveniente. Evita que Dilma tenha de negociar o ministério com o ministro defenestrado. 
Lupi dizia que só sairia do ministério abatido a bala. Faltou uma criança de cinco anos para avisar: se a retaguarda é precária e o paiol é fraco, melhor negociar a rendição e sair de fininho.
Agora, não há improviso capaz de atenuar o fiasco. O que distrai o PDT é a torcida para que Dilma também não tenha um Plano B.
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Escrito por Josias de Souza às 15h35

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