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Jornalista Noemia Alves agora com um blog de notícias.

Um comentário
Olá amigos(as),
Com prazer recebi o convite de contribuir com este importante site.Obrigada.
Aguardem, em breve estaremos divulgando matérias de Alagoinhas e Região.

Que DEUS nos abençoe!
Noêmia Alves
Jornalista e Radialista

Um comentário :

NOÊMIA ALVES disse...

MULHER É RESPONSABILIZADA POR ESTUPRO!
Noêmia Alves
Absurdo! De acordo com o Ministério da Saúde (MS), 50,7% das vítimas deste crime hediondo são crianças de até 13 anos. As mulheres adultas correspondem a 29,9%. Elas é que deveriam saber se comportar, e não os estupradores?
A tolerância à violência contra a mulher no Brasil é vergonhosa! Em pleno século 21, pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 27 de março de 2014, revela que 65% dos brasileiros acreditam que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o mesmo estudo registrou que 58,5% da população concorda que, “se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”. Os números fazem parte do estudo Tolerância social à violência contra as mulheres, O levantamento registra a ideia de responsabilização das vítimas e pela tentativa de justificar uma violência inadmissível.
. “Por trás da afirmação, está a noção de que os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais; então, as mulheres, que os provocam, é que deveriam saber se comportar, e não os estupradores. A violência parece surgir, aqui, também, como uma correção. A mulher merece e deve ser estuprada para aprender a se comportar. O acesso dos homens aos corpos das mulheres é livre se elas não impuserem barreiras, como se comportar e se vestir adequadamente”, avalia a pesquisa.
Foram ouvidos 3.810 indivíduos das cinco regiões brasileiras entre maio e junho do ano passado. “A ideologia do patriarcalismo e sua expressão machista reforça determinados padrões de conduta que muitas vezes levam à violência de gênero e, em particular, aos estupros”, alerta o Ipea.
Não é admissível a naturalização da violência contra a mulher. É necessário que se estabeleça no Brasil uma agenda de direitos sexuais.
È necessário indignar-se! E ter uma postura de intolerância à violência doméstica e à violência sexual.